• Categorias

  • Arquivos

Guia rápido para processamento de textos para a internet

O escritor, pesquisador e jornalista colombiano Guillermo Franco, em seu livro “Como escrever para a web”, disponibiliza na página 172 um esquema para facilitar a vida de jornalistas que escrevem para a internet. A partir deste guia, o internauta pode adaptar textos de outros meios para a web. Então vamos a ele.

Segundo o guia, a primeira pergunta a ser feita é: O texto tem estrutura de pirâmide invertida?, pois para o autor essa forma de estruturar um texto atende a todos os pré-requisitos para desenvolver conteúdos para a internet, é a que mais satisfaz as necessidades dos leitores virtuais e é a que mais prende a atenção dos mesmos, já que apresenta logo de cara a informação mais relevante – para quem não sabe, pirâmide invertida, segundo Franco, significa “começar o texto com a informação mais importante e depois prosseguir na ordem decrescente de importância” (p. 53).

O texto tem estrutura de pirâmide invertida? Se a resposta for negativa, analise se é possível convertê-lo à estrutura de pirâmide invertida. Se tal possibilidade for descartada, escreva um resumo do texto para a página inicial, algo com uma ou duas frases. Agora, se for possível reescrever o texto segundo a estrutura de pirâmide invertida, faça-o.

O texto já está com estrutura de pirâmide invertida (seja porque já o possuía, seja pelo fato de ter sido reescrito dessa maneira), agora é hora de selecionar o modelo de titulação. São dois caminhos a serem escolhidos:

a) Título como entidade externa à pirâmide invertida – o título aparece descolado do contexto (de subtítulos ou resumos do texto, fotos, gráficos, etc), por esse motivo deve ser o mais completo de sentido possível. Segundo o autor, ao se optar por esse modelo de titulação deve-se ter o cuidado de: 1) não repetir informações no título e no parágrafo inicial do texto – erro bastante comum em impressos que acabou sendo levado para a internet; 2) não use as mesmas palavras iniciais no título e na chamada; 3) evite repetir qualquer palavra do título na chamada, exceto para uma ou duas palavras-chave; 4) ajuste a primeira frase da pirâmide ou título externo para poder utilizá-la em dispositivos portáteis (MMS, SMS, WAP, SYK, entre outros).

b) Título como diferenciação tipográfica da primeira frase da pirâmide invertida – consiste em destacar do texto a primeira frase do primeiro parágrafo, dando-lhe uma diferenciação tipográfica (cor / tamanho da fonte / fonte diferente) que deixe claro que ali está o título. Dessa forma, o primeiro parágrafo começará com a segunda frase e, de acordo com Franco, se o texto estiver bem escrito, não haverá repetição de informações entre o título e o início do texto: eles se complementarão. 

 

Exemplo dado pelo livro de reapresentação gráfica literal do conceito de pirâmide invertida e titulação por diferenciação tipográfica (p. 78)

 

 Após a escolha do modelo de titulação, a próxima pergunta a ser feita é: É possível dividir o texto em blocos temáticos? Segundo o autor, a divisão do texto por assuntos rompem a uniformidade do mesmo, o que é algo positivo na internet.O texto pode ser dividido em blocos temáticos? Então identifique cada um deles com um intertítulo. Franco explica, na página 121, que o intertítulo em um texto de internet deve ser uma frase com sentido completo, deixando claro o assunto que o leitor encontrará no bloco de texto a que se refere (não há a necessidade de ser uma palavra ou expressão, como acontece nos jornais impressos, por exemplo). Para melhorar a coesão do bloco de texto, mova parágrafos se necessário. E cada bloco temático deve ter a estrutura da pirâmide invertida.

No segundo nível de utilização da estrutura de pirâmide invertida, a partir do assunto principal exposto no primeiro parágrafo, o autor/editor define subtemas que são introduzidos por intertítulos dentro da mesma página. Entretanto, neste nível, mesmo “separando” blocos temáticos (ou subtemas) com intertítulos, há um alto grau de interdependência entre os mesmos, uma vez que provavelmente será preciso voltar alguns parágrafos para entender claramente o texto – neste nível, “cada subtema será uma pequena pirâmide invertida dentro de uma grande pirâmide invertida, que é o texto total” (p. 122). No terceiro nível de utilização da pirâmide invertida, quando os blocos temáticos formam unidades independentes, o texto pode ser fragmentado e cada intertítulo pode se converter em uma página diferente, a partir da introdução e exposição de assuntos – essa decisão, fundamentalmente, se baseia no tamanho dos subtemas.

Franco destaca dois modelos de utilização de intertítulos em cada nível: a) Intertítulo como entidade externa à pirâmide invertida – o intertítulo é uma unidade externa ao subtema a que se refere; b) Intertítulo como parte da pirâmide invertida – a primeira frase do bloco temático se diferencia tipograficamente de tal forma que, visualmente, aparece como intertítulo.

Os intertítulos são usados quando se consegue dividir o texto em blocos temáticos. Caso isso não seja possível, pode-se recorrer a outras técnicas para romper a uniformidade do texto e facilitar a leitura para o internauta, como:

a) criar listas (enumerações) – os itens dentro de uma enumeração permitem oferecer uma leitura não linear do conteúdo. Segundo o autor, algumas regras podem ser observadas: crie uma estrutura paralela; limite o número de itens na lista; não utilize números para identificar os itens na enumeração.

Exemplo dado pelo livro de utilização do recurso das enumerações para romper a uniformidade do texto (p. 143)

 

 

b) utilização da cor – também ajuda a romper a uniformidade do texto. O livro dá alguns exemplos da utilização da cor para atrair a atenção do leitor:

  • O negrito (bold): pode ser usado para diferenciar perguntas numa entrevista ping pong; primeiras palavras de itens dentro de uma enumeração; palavras soltas ou frases completas dentro de um texto;
  • O link: são elementos destacados pela cor dentro do texto, que rompe sua uniformidade, chama a atenção do usuário e induz a clicar neles; 

c) parágrafos curtos – facilitam a leitura e a obtenção da informação procurada. Deve-se respeitar a unidade de pensamento, e não ser escrito de forma aleatória. 

Além disso, quando não há possibilidade de dividir o texto em blocos temáticos, pode-se utilizar a estrutura da pirâmide invertida horizontal, colocando à esquerda do começo de frases, listas, intertítulos, as palavras que demonstrem a informação principal – essa técnica facilita a busca visual dos conteúdos relevantes num texto. Por último, revise o tamanho das frases e dos parágrafos dentro do texto.

Jornalismo e Internet

Palestra ocorrida na Estácio FAP expõe a dinâmica de produção jornalística para blogs

A Internet revolucionou a forma de fazer jornalismo, trazendo novas plataformas de trabalho que, por sua vez, modificaram não somente a linguagem jornalística, mas também a dinâmica de produção de conteúdo e de interação com fontes e públicos. Para debater sobre o assunto, a repórter do jornal Diário do Pará e blogueira Rita Soares realizou um bate papo com estudantes do sexto semestre do curso de Jornalismo da Estácio FAP, no dia 10 de novembro.

Rita expôs para os participantes algumas características da produção de conteúdo jornalístico para a Internet, em especial para blogs. De acordo com a jornalista, o blog permite um texto mais leve, mais solto. “No blog dá para colocar os lados envolvidos na notícia em separado, ir atualizando aos poucos”, exemplifica. Outra vantagem que a blogueira destaca é que o blog cria uma intimidade com o público e as fontes maior que no jornalismo impresso.

Uma das principais dificuldades para Rita é conciliar o que publicar no blog e o que vai para as matérias do jornal impresso. Outro desafio apontado pela jornalista é conseguir diferenciar o trabalho de repórter de um jornal impresso e o de blogueira. “Embora a ideia original fosse dar opiniões pessoais sobre política no blog, ainda não achei o tom”, explica.  

Blog – Rita mantém o blog http://blogdareporter.blogspot.com que, de acordo com a jornalista, “veio como um hobby”. Mas não foi a primeira experiência com essa nova ferramenta de trabalho: em 2006, ela foi convidada a ter um blog sobre política no Portal ORM.

O “Blog da Repórter” traz bastidores e curiosidades da política paraense. Segundo Rita, o blog é um “blog hard news”, no qual são publicados assuntos ou notícias que não saem no jornal impresso onde trabalha. O blog é destinado ao público em geral que se interessa em política, mas acaba atraindo também um nicho mais setorizado, como jornalistas, políticos e assessores.

O blog chega a ter 1.500 acessos diários, quando o post traz uma notícia mais polêmica.  Segundo Rita, por dia cerca de 30 comentários são autorizados por ela a serem postados; outros 70 são deletados em média, por trazerem insultos pessoais e denúncias que não podem ser comprovadas. Para a jornalista, os comentários servem como termômetro da atividade profissional que desenvolve, tanto no jornal impresso como na Internet. “(Os comentários) me dão um feedback do meu trabalho”, avalia.

MPE e imprensa paraense discutem ECA

Foto: Ascom/MPE

Precisamos ter consciência que a criança e o adolescente que chega a roubar já passou por muitas privações”.

(Carlos Eugênio Santos, promotor de justiça)

Menor infrator, menino de rua, menor delinquente, menor carente. Termos vistos em notícias e matérias dos meios de comunicação e que foram desconstruídos no encontro “Dialogando sobre o ECA com a Imprensa”, realizado no dia 21 de setembro pelo Ministério Público (MPE), por meio das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, no Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), na Cidade Velha, em Belém.

Os objetivos do evento foram estreitar a relação dos promotores de justiça da infância e juventude com profissionais e estudantes de jornalismo, apresentar a legislação voltada para a infância e para a juventude existente. Além disso, o encontro procurou esclarecer alguns conceitos e termos sobre a temática que são usados de maneira equivocada pela mídia. Para a jornalista Cybele Puget, o encontro serviu para reciclar os conhecimentos sobre a legislação, em especial o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Trabalhamos com notícias variadas e nos é exigido como jornalistas conhecer profundamente os assuntos, por isso achei importante saber mais sobre o estatuto para fazermos jornalismo com responsabilidade”, explica.

O panorama jurídico dos direitos fundamentais da criança e do adolescente, comunicação e responsabilidade social do jornalista e sistema brasileiro de garantia dos direitos da criança e do adolescente foram os temas gerais abordados durante o encontro. À tarde, o evento iniciou com a leitura de um texto ficcional que descrevia toda a história de vida de abandono e privação de direitos de um adolescente que acabara de cometer um ato infracional – o roubo de uma bolsa. A leitura foi utilizada pelo promotor de justiça Carlos Eugênio Santos, da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude do MPE, para sensibilizar os participantes quanto à necessidade de, ao se escrever uma matéria jornalística, levar em consideração não somente o fato em si, mas toda a conjuntura que o cerca. “Precisamos ter consciência que a criança e o adolescente que chega a roubar já passou por muitas privações”, pondera.

Palestrantes da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude (Foto: Ascom/MPE)

Para o promotor, a dificuldade de se ver todo o contexto a que uma criança ou adolescente esteve inserido antes de praticar um crime ajuda a reforçar ideias que circulam na sociedade, como por exemplo a sensação que a legislação atual é branda e não pune de maneira correta os menores de idade. Vânia Torres, jornalista e palestrante do evento, foi ao encontro do promotor ao relembrar que o jornalista escreve a parte factível de uma história. “(O jornalista) mostra apenas a ponta do iceberg, e essa ponta pode ajudar a construir mitos na sociedade. (..) Mostrar a diversidade de vozes, personalidades, sentimentos e intenções é um dos grandes desafios do texto jornalístico”, resume.

Cybele ressalta que, apesar de não concordar com algumas colocações dos palestrantes, o encontro a fez pensar melhor sobre a grande responsabilidade da imprensa em relação à criança e ao adolescentes, “impedindo muitas vezes as chances dos infratores menores se recuperarem da situação de risco em que vivem.”

Acho que as entidades não devem apenas proteger, mas apresentar alternativas para solucionar o problema, estimular a criação de projetos sociais que possam abrir novas oportunidades aos adolescentes infratores”.

(Cybele Puget, jornalista)

O primeiro encontro “Dialogando sobre o ECA com a imprensa” foi realizado pelo Ministério Público, com apoio da UNAMA, Cedeca-Emaús, UNICEF e Quanta Mídia.

Palestrantes:

  • Carlos Eugênio R. Salgado dos Santos – promotor de justiça
  • Leane Barros Fiúza de Melo – promotora de justiça
  • Jaqueline Almeida – assessora de comunicação social do Cedeca-Emaús
  • Ioná Silva de Sousa – coordenadora das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude
  • Vânia Torres – j0rnalista e coordenadora adjunta do curso de Comunicação Social da Unama

Estação das Docas: o melhor da culinária reunido em um só lugar

 
 

Crédito da foto: Rogério Uchôa

O complexo turístico oferece variadas opções gastronômicas para seus visitantes

Imagine um lugar onde você possa escolher um típico prato paraense como o pato no tucupi, uma deliciosa pizza, lasanha ou qualquer outra massa, ou ainda um maravilhoso barco japonês com diferentes tipos de sushis e sashimis, tudo isso “regado” a uma privilegiada vista da natureza amazônica. Assim é a Estação das Docas, complexo turístico e gastronômico localizado no centro antigo de Belém, às margens do rio que banha a capital paraense, o Rio Guamá.

A Estação das Docas é um projeto de revitalização de três galpões do antigo porto de Belém, onde o visitante pode encontrar seis dos melhores restaurantes da cidade, com cardápios para todos os gostos. Para o administrador Mateus Simões, freqüentador assíduo do local, a variedade gastronômica torna o local o melhor da cidade. “Aqui existe uma diversidade de paladares e isso é bom para o turista e para o paraense. A Estação já se tornou um marco da gastronomia no Pará”, garante.    

No térreo do Galpão 2 fica o “Spazzio a Bordo”, peixaria inaugurada em 2007 e que é referência no preparo de pratos deliciosos feitos com peixes e frutos do mar, servidos em panelas de barro feitas especialmente para o restaurante. As criações exclusivas são do chef Ronaldo Jardiel e misturam ingredientes comuns aos regionais como jambu, maniva e castanha-do-pará.

O “Restô das Docas” oferece o melhor da cozinha nacional e internacional. As opções de saladas são variadíssimas – a agridoce de frango com passas e pêssegos é uma excelente entrada – e todos os dias receitas especiais são preparadas aos olhos do cliente, além do bufett à la carte oferecido no almoço e jantar.

Outra opção é o restaurante “Lá em Casa”. O diferencial são as receitas exclusivas de Paulo Martins, renomado chef conhecido internacionalmente por utilizar de maneira criativa e saborosa os ingredientes típicos da culinária paraense – e que, infelizmente, faleceu recentemente, mas deixou um legado gastronômico ímpar: “camarão ao bacuri”, “picadinho de tambaqui” e “tucunaré ao creme de pupunha” são algumas das opções que você encontra no local.

As delícias variadas de massas e vinhos podem ser encontradas no “Capone Ristorante”. Mas engana-se quem acha que a culinária italiana é a única opção do local: a cozinha paraense dá o toque regional, com pratos como o “filhote El Capone paraense”, feito com a posta do peixe na crosta de castanha-do-pará, acompanhado de um risoto de ervas na cesta de parmesão.

No mezanino, o “Spazzio Verdi” e o “Point do Açaí” completam a variedade de restaurantes do local. O Spazzio Verdi possui um buffet a kilo diversificado no almoço, com opções que vão de sushi à comida regional, e à noite oferece buffet self service de lanches, com café e chocolate quentes e vários tipos de bolos, tortas e sucos.

O conceito do Point do Açaí é oferecer refeições acompanhadas da tigela de açaí – maneira mais paraense possível de se alimentar. Peixe, carne, camarão, charque, tudo vai bem com açaí tradicional, branco ou a bacaba. Tudo de dar água na boca.

(Na Estação das Docas) existe uma diversidade de paladares e isso é bom para o turista e para o paraense. A Estação já se tornou um marco da gastronomia no Pará” (Mateus Simões, administrador).

 

Serviço: De domingo à quarta, todos os restaurantes funcionam de 12h às 0h. De quinta a sábado, o funcionamento é de 12h às 03h.  Faça a sua escolha e bom apetite!

  • CAPONE RISTORANTE
    Restaurante de cozinha italiana
    Armazém 2 (térreo). Telefone: 55 (0xx91) 3212-5566 / 3212-5567. Aceita cartões de crédito Visa, Diners club, Mastercard e Aimex e cartão de refeição Visa Vale.
  • LÁ EM CASA
    Restaurante de cozinha regional
    Armazém 2 (térreo). Telefone: 55 (0xx91) 3212-5588. Aceita cartão de refeição Visa Vale e cartões de crédito Diners Club, Mastercard, Visa e Aimex.
  • POINT DO AÇAÍ
    Restaurante de pratos típicos com açaí
    Armazém 2 (2º piso). Telefone: 55 (0xx91) 3212-2168. Aceita Vale Refeição, cartão de refeição Visa Vale e cartões de crédito Mastercard, Visa e Aimex.
  • RESTÔ DAS DOCAS
    Restaurante de cozinha contemporânea
    Armazém 2 (térreo). Telefone: 55 (0xx91) 3212-3737 / 3212-3500. Aceita Ticket Restaurante e Vale Refeição, cartão de refeição Visa Vale e cartões de crédito Diners Club, Mastercard, Visa e Aimex.
  • SPAZZIO A BORDO
    Restaurante de peixes e frutos do mar.
    Armazém 2 (térreo). Telefone: 55 (0xx91) 3212-2574. Aceita cartões de crédito Mastercard, Visa e Aimex.
  • SPAZZIO VERDI
    Restaurante de buffet diverso a peso
    Armazém 2 (2º piso). Telefone: 55 (0xx91) 3212-8002. Aceita Ticket Restaurante, cartão de refeição Restaurante Eletrônico e cartões de crédito Diners Club, Mastercard, Visa e Aimex.

Vamos blogar?

Qual seria a palavra mais conhecida do mundo? Deus? Michael Jackson? Obama? Coca-cola? Lady Gaga? Corinthians (rs)? O colunista Rafael Sbarai, do site da Veja, destacou na sua coluna Vida em Rede uma pesquisa da Global Language Monitor na qual o termo “twitter” seria a palavra mais popular na inglesa em 2009. O que não surpreende, haja vista o frisson que o microblog vem causando na internet. Agora, antes do twitter, outra palavrinha que, sem sombra de dúvida, continua na boca dos internautas é blog.

Segundo o Blogger, um dos mais antigos sites de criação e gerenciamento de blogs, um weblog (ou simplesmente blog) é “uma página web atualizada frequentemente, composta por pequenos parágrafos apresentados de forma cronológica. É como uma página de notícias ou um jornal que segue uma linha de tempo com um fato após o outro”. O site da UOL traz uma definição mais sucinta do termo: “Blog é um diário online no qual você publica histórias, idéias ou imagens”. 

No seu artigo “Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica”, Maria João Gomes, pesquisadora portuguesa da Universidade do Minho, define blog como “uma página na web que se pressupõe ser atualizada com grande frequência através da colocação de mensagens – que se designam “posts” – constituídas por imagens e/ou textos normalmente de pequenas dimensões (muitas vezes incluindo links para sites de interesse e/ou comentários e pensamentos pessoais do autor) e apresentadas de forma cronológica, sendo as mensagens mais recentes normalmente apresentadas em primeiro lugar”.

Resumindo, o blog é, então, uma página personalizada da internet na qual o internauta pode colocar tudo o que der na telha: pensamentos, textos, imagens, vídeos (próprios e de terceiros, observando as leis do direito autoral), enfim, uma gama de elementos e recursos cuja ordem, assuntos, importância e sentido quem dita é o dono do blog.

Parques ajudam na reprodução de espécies da Amazônia

A cena é comum em qualquer parte do mundo: famílias inteiras aproveitam um final de semana ou feriado para visitar parques ambientais e zoológicos, conhecer e poder ver mais de perto animais não domesticados e plantas diferentes ou exóticas. Pais e filhos adoram observar variados bichos e seus filhotes e, quando podem tocar neles, aí a felicidade é completa. Os filhotes dos animais costumam chamar mais atenção do público, mas o que a maioria das pessoas não sabe é que, para que eles estejam ali vivos e em exposição, um trabalho enorme foi realizado por biólogos, veterinários e outros profissionais dedicados a esses bichos.
A reprodução de animais em espaços ambientais urbanos é de extrema importância para a conservação ambiental. Em primeiro lugar, hoje não se pode mais falar em conservação sem se preocupar com a educação ambiental e a reprodução nesses locais contribui para que o homem conheça melhor a biologia dos bichos. “Lugares como esses expõem os animais de uma maneira cultural, conscientizando o visitante para a preservação da fauna”, afirma Jorge Arthur Monteiro, proprietário do Bioparque Amazônia Crocodilo Safari.
O contato mais próximo com os animais faz com que as pessoas entendam que o lugar dos bichos é na natureza. “Quem olha o bicho na gaiola vai querer ter um em casa também. No Mangal, é o homem que entra nos espaços onde os animais estão, você se iguala a eles. O parque mostra o animal como ele está na natureza e como ele deve ficar, ou seja, livre”, acredita Igor Seligmann, biólogo do Parque Ambiental Mangal das Garças.
A reprodução dos animais fora da natureza evita que eles sejam retirados do seu habitat natural. É o que afirma Antônio Messias Costa, veterinário e responsável pela fauna do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG). Além disso, ele ressalta que o excedente pode ser permutado com outros espaços ambientais. “Dentro do zoológico o criadouro tem limites na reprodução. Se você manda esses animais para outras instituições se está contribuindo para que haja nascimento em outros lugares, evitando a consangüinidade – o cruzamento entre parentes – que, igual a nós humanos, pode trazer problemas congênitos”, explica.
Nascimentos – A reprodução de animais no MPEG, instituição de pesquisa voltada para o estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, acontece desde o início do museu, há 142 anos. “A ênfase maior nos nascimentos são os quelônios, ou seja, as tartarugas, jabutis e outros animais de carapaça, onde as condições climáticas da região são muito favoráveis. É o ponto forte da instituição”, afirma. Há cinco anos, um nascimento raro aconteceu no local: ovos de matamatá, espécie de tartaruga típica da região amazônica, foram encontrados por acaso pela equipe do museu. De acordo com Antônio Messias Costa, a reprodução do matamatá em cativeiro é muito difícil de acontecer.
Outras espécies são reproduzidas no museu: guarás, pacas, araras, ariranhas, onças, urubus-reis, macacos coatá, marrecas-cabocla, preguiças, cotias e iguanas (três animais que fazem parte da fauna livre do lugar) e o filhote de anta que nasce até o final do ano.
Além dos animais que estão no MPEG, aves da região também procuram o museu para se reproduzir. Um exemplo é a murucututu, espécie de coruja. “É tão interessante que as murucututus, típicas de florestas aqui aos redores da cidade, vêm reproduzir aqui uma vez por ano, então essas áreas verdes sempre têm esse papel para aves da fauna urbana”, explica Antônio Messias Costa.
No Bioparque Amazônia Crocodilo Safari, espaço de preservação da bioflora local que nasceu há 16 anos fruto da recuperação de uma área degradada de 80 hectares, já nasceram antas, capivaras, catitus, cotias, pacas e jacarés de várias espécies. Duas espécies ameaçadas de extinção também reproduziram no local: o tamanduá-bandeira e o jacaré-açu. “É o único local até hoje registrado no mundo que houve reprodução de jacaré-açu”, afirma Jorge Arthur Monteiro.
A lista de aves que se reproduziram no Mangal das Garças, parque ambiental localizado em pleno centro histórico da capital paraense, é extensa. Marrecas de várias espécies (asa de seda, caneleira, irerê e cabocla), sabiá do canto, iratauá, quero-quero, jacu, beija-flor, azulão, jacupemba, jaçanã, mutum-cavalo, sabiá branco, guará e colhereiro – os dois últimos já estiveram ameaçados de extinção. Igor Seligmann ressalta que a reprodução de beija-flor, ocorrida este ano no Mangal, foi fantástica. “Foi a primeira vez que um filhote nasceu em cativeiro no continente americano. Curiosamente, na mesma época nasceu outro em um zoológico do Paraná”, destaca.
Reprodução – Existem alguns pressupostos mínimos para que aconteça a reprodução do animal fora do seu ambiente natural. A alimentação com todos os nutrientes que ele precisa é essencial. “Se você não dá uma nutrição balanceada para o animal você vai ter problemas, inclusive dele não reproduzir, ou reproduzir e o animal nascer morto”, explica Antônio Messias.
Outro elemento que influencia no nascimento de filhotes é a ambientação dos animais, ou seja, tentar reproduzir o mais fielmente possível seus habitats naturais. Jorge Monteiro acredita que os ambientes grandes e seminaturais, com baixa restrição de movimento das espécies, que o Crocodilo Safari possui ajudam na reprodução. No Mangal, a equipe procura estimular os bichos dando atividades que eles teriam na natureza, como dar frutas com cascas ou o alimento vivo para ser caçado, por exemplo.
A “humanização” do bicho por causa do contato próximo com o homem também prejudica a reprodução animal. “Um bicho humanizado não reproduz. O extinto do animal deve ser estimulado”, explica Igor Seligmann. Outro fator importante é conhecer a biologia do animal, pois cada espécie possui necessidades psicológicas, coletivas, ambientais e comportamentais diferentes, assim como acompanhamentos e controles reprodutivos específicos. “É muito importante compreender que nascimento significa indicação da qualidade dos cuidados que os animais estão tendo porque senão não nasceriam filhotes”, afirma Antônio Messias.
Descobertas – Muitas vezes é preciso contar com a criatividade, um pouco de sorte e uma “forcinha” da mãe natureza para que esses animais reproduzam.
Cada espaço ambiental descobriu – na prática e pela intuição de sua equipe – soluções para que algumas espécies conseguissem que os filhotes sobrevivessem. Há 8 anos, ovos de jacaré-coroa foram achados pelos profissionais do MPEG. Como são presas fáceis, Antônio Messias Costa resolveu retirá-los do espaço de convívio dos animais. “Como não temos uma área própria para os jacarés, eu peguei os ovos e coloquei dentro de um saco plástico, coloquei capim, folhas, umedeci e amarrei o saco e coloquei em cima do telhado, para protegê-los dos predadores”, explica Messias. Apesar de estranha, a tática deu certo: após 115 dias, 14 filhotes nasceram em cima do telhado.
Em 2008, a equipe do Mangal decidiu tirar os ovos de guará do ninho e criá-los no “berçário” do parque. A iniciativa inédita – nunca em cativeiro se tinha separado os ovos dos pais no mundo todo – foi motivada após a experiência de criar um filhote de beija-flor longe dos progenitores. “Muitos lugares não observam as necessidades nutricionais dos filhotes de beija-flor. Quando aprendemos isso, serviu de treino para a criação dos filhotes de guarás longe do ninho, pois ambas as espécies são muito dependentes dos pais para se alimentar”, explica Igor Seligmann.
No Crocodilo Safari, é a “mãe natureza” que atua no nascimento dos filhotes. Segundo Jorge Monteiro, os animais possuem ambientes próprios para convívio e acasalamento, e quando acontece a reprodução os filhotes não são retirados desses espaços. “Os únicos que são retirados são os jacarés. Na natureza, só um por cento dos ovos sobrevive, a gente retirando há um aproveitamento de quase 100%”, afirma Jorge Monteiro.
Apesar da reprodução em cativeiro desses animais ajudar na conservação, ela não é a solução para que os bichos não desapareçam na natureza, pois ainda são poucas as espécies que estão conseguindo reproduzir fora do seu habitat natural. “O ideal mesmo é não devastar, porque a principal causa de extinção é a diminuição das áreas de uso dos animais”, afirma Antônio Messias Costa.